Dó, ERA, mi, UMA, sol, VEZ, si

People Too

Hoje estou semibreve.

Para bom entendedor, a representação escrita de uma música já fala, para os demais, fala a canção. Para alguns, partitura é ainda folha pautada para um belo desenho. Agora, para contar uma história, vamos de som de partitura ou traços de um desenho. Ou partitura e desenho junto.

Foi unindo a música e o desenho, que o estúdio russo People Too, especializado em arte com papel, usou hidrocor e as recheadas cinco linhas de partituras para contar pequenas histórias. Toque, ouça ou veja que bacana:

People Too

People Too

Voltando às Américas e ainda no mesmo tom de conversa, vamos encontrar muito azul e vermelho em trabalhos da artista plástica americana Vanessa Prager. Com suas canetas e antigas partituras, construiu a série Love You Too. Love!

Vanessa Prager

Vanessa Prager

Vanessa Prager

E para não dizer que não falei de outros tipos de desenho, vamos fechar com um antigo e animado da Warner Bros, o “High Note”. Se você tiver um tempinho, divirta-se!

Eparrê, retrospectiva 2011. Mas vamos falar de apenas 1 evento.

Cabum! E o 2011 se finda, começando a ser contagem na história. E como estou já tocando o dia em que o Casório Amorinhos tornou-se matéria junta, em 22 de janeiro deste que acaba, não tratei de disfarçar a lembrança (algumas pinceladas) do maior evento do nosso planeta (do possessivo meu e dele). Preparado detalhe por detalhe, dia por dia, durante pequenos quatro meses, a alegria da data foi cumprida. Queridos de lá e de cá (tantas latitudes e longitudes diferentes!) nos deram a honra da presença.

Tudo devidamente rabiscado

Colocamos a boca no trombone e no corpo do e-mail. E que tal um palpite para a trilha sonora?

Torre de tecidos para a roupa dos Imediatos (padrinhos)

E os convites foram achados na beira do mar

O monograma ficou na pele, como tatuagem. | Foto: Fernando Azevedo

O dia. Do alto do bugre, avistei tantos queridos. Quase todos de branco. Pais de verde. Padrinhos pincelados de flores. | Foto: Fernando Azevedo

E as duas areias foram misturadas | Foto: Fernando Azevedo

Obaluaê | Foto: Fernando Azevedo

Promessa? Brinde de Coca-Cola. Um gole, depois de anos | Foto: Fernando Azevedo

E os tambores tocaram. Axé! | Foto: Fernando Azevedo

O negrume da noite, a luz da alegria | Foto: Fernando Azevedo

Depois da festa, o agradecimento. Via conversa, via e-mail.

O riscado de cada um

97 dias é o tempo de gestação do leopardo. Se eu fosse um, nesses três meses de ausência do blog eu poderia ter tido filhotinhos… Nossa, olha a viagem! Estou de volta. Ou não.

Riscado? É, trabalho (ou trampo). Vamos tratar aqui do trabalho de André Pizzi (diretor, roteirista) e Karine Teles (atriz, roteirista), o filme “Riscado“. Pude conferir criadores e criatura na V Mostra SESI de Cinema Brasileiro, a Cine Brasil (Alagoas) e fiquei convencida com a sutileza e pasmem, dureza, do longa. Assisti uma Amélie Poulain pop e canarinha com seus vídeos inesperados, uma produção nacional preparada para o mundo, uma atriz que trabalha bem pra caramba e uma trilha sonora ba-ca-na, assinada por Lucas Vasconcellos, Leticia Novaes e Iky Castilho.

“- Você não tira a roupa não, né?

- Eu não sou prostituta, não. Eu sou atriz.”

Ambientado no Rio de Janeiro, a cidade é facilmente reconhecida, mas não é entregue em um eufórico diálogo nacionalista. Carmen Miranda, Bettie Page e Marilyn Monroe. Nessa produção de cinema independente, uma atriz interpreta uma atriz, a personagem Bianca, que ganha a vida com telegramas animados, animação de festas e panfletagem na rua. É tragicômico e é a metalinguagem. E o roteiro segue com tomadas bem interessantes da personagem que empresta o talento para riscados menos glamourosos.

Mas… Bianca é selecionada para o papel principal de uma grande produção internacional, que tem o roteiro alterado para usar da sua vida multifacetada. Agora, parece que seu talento finalmente ganha o merecido lugar ao sol. E Bianca se entrega. O que acontece em seguida, ou é previsível pelo público de atores, ou é… Vale assistir.

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“Riscado” já passou por diversos festivais nacionais e internacionais, e recebeu vários prêmios, como o do Festival do Rio 2010 (atriz) e Gramado deste ano (direção, atriz, roteiro, trilha sonora e Prêmio da Crítica).

E aí, qual é o seu riscado? Que batalhas você trava diariamente para fazer o que gosta? Ou não batalha? Confira a de Bianca.

Oui, oui, é a Shakespeare!

OK, o meu primeiro contato com a Shakespeare and Company, livraria que quase devoto, foi em um guia de viagens. Triste se não fosse pelo menos, um começo. E aí, a felicidade se deu quando, como por um acaso, trombei com o ponto turístico em uma caminhada pela sonhada Paris. Minha agonia por visitar o café de Amélie Poulain (estou certa que continuarei a falar disso mais “n” vezes) me deu como meta o Café de Deux Moulins, e a livraria seria uma tentativa menos imponente.

Chuviscava, Notre Dame recebia raios de sol que cortavam o céu azul-cinzento e barcos flutuavam sobre a água gelada do Sena. Um plano de fundo para romance francês. Quando a fachada verde com letreiro amarelo, número 37 da rue de la Bûcheriese, insinuou-se a minha frente, eu sabia que tinha satisfeito uma segunda agonia depois de Amélie. E lá estavam os livros espalhados por cada canto como se fossem moléculas de oxigênio. Encarei a livraria com tanto espanto e empolgação que, prometo da próxima vez ser menos turista.

“Não seja um mau anfitrião para os estranhos,

pois eles podem ser anjos disfarçados.”

(sugestão registrada na Shakespeare and company)

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A história da Shakeaspeare and Company está espalhada no Google, em guias, em livros. A primeira geração da livraria, a da americana Sylvia Beach, data 1919. Instituindo obras inglesas em ares parisienses, abriu a Shakespeare and Company na margem esquerda do Sena. Beach publicou Ulisses, de James Joyce, e sua livraria foi porto seguro e criativo para escritores como Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Gertrude Stein e Ezra Pound, e personalidades de outras áreas da arte, que lá se reuniam para discutir projetos e tomar chá. A livraria foi fechada em 1941, na ocupação nazista.

” … um lugar quente e amistoso, com uma grande estufa no inverno, mesas e prateleiras com livros, novos títulos na vitrine e, nas paredes, fotografias de escritores famosos vivos e mortos.” (Ernest Hemingway em Paris é uma Festa)

1951. É quando o americano George Whitman entra no enredo. George mudou-se para Paris e durante seus estudos de francês, fez do seu quarto alugado uma pequena biblioteca. Esse seria o embrião para a Le Mistral, a sua livraria no Quartier Latin. Sylvia e ele eram amigos e, após a morte dela, ele comprou a sua coleção de livros. Em 1964, no aniversário de William Shakespeare, a Le Mistral faleceu para renascer a segunda geração da Shakespeare and Company, com o espírito receptivo e literário. O revolucionário talvez ainda mais aguçado. A livraria de George Whitman já recebeu nomes como Lawrence Durrell e os polêmicos Henry Miller e Anaïs Nin.

A Shakespeare and Company foi e ainda é o marco zero de eventos literários e artísticos (o festival literário parece ser o máximo e uma boa sugestão para 2012, antes que o mundo acabe), e um verdadeiro abrigo de escritores, radicais e almas moribundas. Com o lema “dê o que puder, e pegue apenas aquilo que precisar”, hoje tem site (não deixe de conferir as imagens) e outros “requisitos do mundo power moderno”, mas a sua essência não tem alarmes, câmeras de segurança e caixa registradora eletrônica. É uma oferta aos que tem fome literária ou de sopa.

O jornalista canadense Jeremy Mercer teve seus dias memoráveis na livraria. A inspiração resultou no livro Um livro por dia – Minha temporada parisiense na Shakespeare anda Company, que consumi em alguns goles:

“Dois meses antes, eu tinha um bom emprego, com salário invejável, um elegante sedã alemão preto financiado, um apartamento em um bairro elegante do centro, uma coleção de camisas e paletós caros pendurada no armário. Agora, havia algumas poucas centenas de dólares no meu bolso, nenhum emprego nem perspectiva de conseguir um, algumas roupas amassadas dentro de uma mochila velha e, para chamar de lar, uma cama em uma antiga livraria. Mesmo considerando tudo isso, eu não poderia estar mais feliz.”

George Whitman é vivo e está próximo do seu centenário. Quem cuida da livraria hoje é a sua filha Sylvia Whitman. Sylvia de Sylvia Beach.

#botão de dica

Por falar em Paris, Shakeaspeare and Company e Ernest Hemingway, fica a sugestão de deliciar-se com a película Meia Noite em Paris, de Woody Allen. Quase que uma fábula moderna de total paixão pela Cidade Luz, é uma pausa para a imaginação e para uma enciclopédia literária.

E os botões trocaram de roupa

A turma que dedica alguns minutinhos para uma visitinha aqui no blog deve ter notado algumas mudanças. Com dois anos de webvida, estava na hora de mexer os botões, trocar a roupa e repaginar a casa! Começou com a mudança para “ponto com” (#liberdadeaindaquetardia, rs) e continua. Mudei o tema, a descrição (será que uma dia falarei apenas sobre um assunto?), alguns tals widgets etc. Mas de cara, o que está na cara é o novo cabeçário. A antiga arte era até bacana, porém, foi uma primeira cria com elementos que não me permitiam muita flexibilidade… E era hora de mudar! A porta de entrada do donadani.com manteve algumas cores e os botões, claro, mas agora o visual está mais estourado e retrô, como curto. O culpado pelo resultado final é o marido e designer gráfico @leopoldonovaes. Adorei!

Arte do blog no formato postal. Cá entre nós, eu gostei

Gostaram? E se precisarem de um designer gráfico criativo, profissional e intuitivo, não exitem em entrar em contato com @leopoldonovaes. O bicho é bom mesmo! #ficadica

Para uma queda, luzes e doce

Cardápios especiais, shows, encontros diferentes (que tal vestir uma roupa branca e juntar-se aos milhares em um piquenique nos jardins do Palácio de Versailles?) e mais luz para enfeitar Paris e outras cidades da França hoje. Em homenagem ao 14 juillet, Dia da Queda da Bastilha (a destruição da prisão, que deu início a Revolução Francesa) ou Fête Nationale (Festa Nacional), tem comemoração com afinco e fogos de artifício. Na Torre Eiffel e proximidades (jardins do Trocadero), a festa de luzes deixa a cidade ainda mais encantada. O tema do show de fogos foi inspirado nas comédias musicais. Oh aqui.

E para o blog de uma enthousiaste da França não passar em branco, fica a minha breve homenagem – e clara alegria – em respirar a revolução francesa… aliás, a paisagem francesa. No Dia da Queda, tome luzes para comemorar! Ah, eu acrescentei algodão-doce.

Rebobina, que o mar está pra peixe!

Hoje a sociedade lomográfica tem novos super poderes e eu, que curto a filosofia das câmeras analógicas, estou de olho… A lomografia não é novidade aqui no blog, mas para a inquietude de quem adora uma foto, uma novidade e as cores primárias, tem isca fresca no mercado lomográfico.

Hora de jogar as âncoras e aproveitar a terra firme! Com direito a festa de lançamento e após dias de suspense e pitadas de humor e diversão – todos foram convidados a subir no convés da Lomography para conhecer o pescado: La Sardina, a coleção de analógicas que certamente vai deixar o cidadão ainda mais indeciso na hora de obter uma nova lomo!

Içada em quatro opções (e pode vir mais por aí) – El Capitan, Fischers Fritze, Sea Pride e Marathon, a La Sardina, além do design vintage e que lembra uma lata de sardinha, tem tudo para ser fácil de usar. Para quem encara a chata realidade de não conseguir revelar seus filmes 120mm, tem essa nova opção de 35mm (aquele filme mais comum e mais fácil de encontrar) ! E outra, tem lente grande-angular de plástico, aperitivo bom para quem é profissional e quem é iniciante (ou enrolada, como eu!). Tem ainda dois ajustes de foco, função de Bulb para longas exposições, botão que facilita as múltiplas exposições e, para que tudo fique ainda mais analógico, manivela para rebobinar o filme.

A família La Sardine. E aí, qual escolher?

A El Capitan e a Fischers Fritze são temperadas com o flash mais potente da história lomográfica! Com três definições de distância, ele permite ajustar a potência do flash (olha!) e vem com com filtros amarelo, vermelho e azul.

É… O mar lomográfico está pra peixe… E agora, fico sem pescar? #medo Se você não vai resistir, aqui, por R$ 155 ou R$ 279, você mata a fome analógica e ainda decora seu barco, casa, escritório… com essas câmeras vintage.